Relato Detalhado
Um turista francês, de aproximadamente 45 anos, morreu após sofrer uma queda de cerca de 50 metros durante uma escalada na Pedra da Gávea, no Rio de Janeiro. O acidente ocorreu pouco antes das 13h, em um ponto conhecido como Chaminé, localizado próximo ao cume da montanha. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a vítima estava acompanhada por três brasileiros e um turista britânico. Um dos integrantes do grupo acionou o socorro por telefone celular.
De acordo com os bombeiros, o grupo realizava uma progressão improvisada, sem equipamentos convencionais de escalada ou sistemas de proteção contra quedas, utilizando apenas os cabos de aço fixados na rocha existentes no local. Esses cabos foram instalados para auxiliar a progressão de visitantes em um trecho de acesso ao cume que é frequentemente percorrido por pessoas sem equipamento ou experiência específica em escalada. A existência desses cabos, entretanto, não os transforma em um sistema completo de proteção contra quedas e não substitui os equipamentos e técnicas adequados para uma escalada segura.
A vítima caiu de aproximadamente 50 metros e foi localizada ainda com vida pela equipe da Coordenadoria Geral de Operações Aéreas (CGOA). O resgate foi realizado por helicóptero. Segundo a equipe de socorro, o homem estava consciente, mas já não conseguia falar, apresentando grave traumatismo craniano e intenso sangramento. Foi transportado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Zona Sul do Rio de Janeiro, onde morreu posteriormente em decorrência dos ferimentos.
Até aproximadamente 18h30, os demais integrantes do grupo ainda não haviam comparecido ao hospital para realizar a identificação formal da vítima ou prestar esclarecimentos sobre as circunstâncias do acidente.
A chaminé mencionada no relato corresponde à Chaminé da Pedra da Gávea, também conhecida como Chaminé do Cume, situada na parte superior da montanha, próxima ao cume e integrada ao percurso tradicional de acesso ao topo. O trecho possui cabos de aço fixos destinados a facilitar a progressão, mas esses dispositivos não devem ser confundidos com uma via ferrata ou com um sistema de segurança individual capaz de impedir uma queda.
Fonte: Folha de São Paulo - https://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff1810199924.htm
Sugestões de Prevenção
Trechos com cabos de aço instalados para auxílio à progressão não devem ser interpretados como vias equipadas para escalada nem como sistemas de proteção contra quedas. Esses cabos auxiliam apenas a movimentação e não substituem equipamentos de segurança, como corda, cadeirinha, capacete e dispositivos de ancoragem, nem dispensam conhecimentos técnicos de progressão em terreno exposto. Pessoas sem experiência em escalada ou em técnicas de autoasseguramento devem evitar percorrer esse tipo de trecho sem o acompanhamento de praticantes qualificados e utilizando os equipamentos adequados. Antes de iniciar a atividade, é fundamental conhecer o percurso e identificar antecipadamente os trechos que exigem técnicas específicas, permitindo decidir se o grupo possui experiência e equipamentos compatíveis. Em locais com exposição significativa, uma queda pode ter consequências fatais, tornando essencial reconhecer os próprios limites e não confiar exclusivamente em estruturas fixas existentes na montanha. Essas estruturas podem facilitar a progressão, mas não foram projetadas para eliminar o risco de queda nem para substituir procedimentos adequados de segurança.
Este relato foi publicado de forma anônima em conformidade com a LGPD (Lei nº 13.709/2018).
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