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PAREDÃO GIABRA  

Data Ocorrência — 19/04/2013
Escalada Fatalidade Petrópolis — Rio de Janeiro Descendo

Local do Acidente

Morro da Formiga
Petrópolis
Rio de Janeiro

Contexto da Atividade

Escalada
Descendo
Rocha

Causas e Fatores Contribuintes

Falha humana / imperícia
Sim
Segurança inadequada

Envolvidos

1
1
Masculino
Dupla
Sim

Consequências

Não
Fatalidade

Resposta e Resgate

Sim

Relato Detalhado

Vítima principal: Andrey dos Santos Vieira. Cabo do exército, de 22 anos, morreu após após queda de 50 m, durante atividade de escalada no Morro da Formiga. As circunstâncias detalhadas não foram divulgadas pela imprensa. Possível falha humana. A outra pessoa que o acompanhava na escalada também se feriu. Segundo posterior análise de escaladores, entretanto, a causa teria sido erro de procedimento (falha humana/imperícia), durante a realização do rapel em "A". Os escaladores estavam no Pr. Giabra e rapelaram a via em "A" . Na parada da "Vr. Bulldog Nervoso" com o "Pr. Giabra", o participante teria se prendido e soltado a corda. O Guia caiu cerca de 50 m. Foi socorrido com vida, mas em estado gravíssimo. Posteriormente morreu no hospital. Causa provável: Falha humana / imperícia. Tipo de lesão: Fatalidade. Fonte(s): RJ Inter TV 1ª Edição (22/04/2013).

Sugestões de Prevenção

O rapel é uma das etapas mais críticas da escalada e exige rigor absoluto na execução dos procedimentos. Antes de iniciar a descida, confira cuidadosamente a montagem do sistema, a correta passagem da corda e a conexão ao dispositivo de rapel. Nunca se desconecte da ancoragem antes de confirmar que o sistema está devidamente montado e testado. Faça sempre um nó unindo as duas pontas da corda (ou, no mínimo, nós de bloqueio nas extremidades) para evitar que uma delas passe inadvertidamente pelo dispositivo de rapel. Utilize um cabo autoblocante (Prusik, Machard ou similar) como backup do rapel, reduzindo as consequências de uma perda de controle da descida. Sempre que possível, evite o rapel em "A", pois ele exige procedimentos adicionais e aumenta a complexidade da manobra. Quando seu emprego for inevitável, recomenda-se que os dois participantes permaneçam conectados entre si, durante todo o rapel, por um cabo solteiro ou outro sistema de segurança equivalente, de modo que uma desconexão acidental de um deles não resulte imediatamente em uma queda fatal. A realização de uma checagem cruzada entre os integrantes da cordada ("buddy check") antes da descida pode identificar erros que passariam despercebidos. Além disso, treinamentos frequentes de técnicas de rapel, especialmente de transições em paradas e de manobras em rapel em "A", reduzem significativamente o risco de acidentes decorrentes de falhas humanas, imperícia, distração ou excesso de confiança.

Este relato foi publicado de forma anônima em conformidade com a LGPD (Lei nº 13.709/2018). Os dados de contato do relator não são divulgados.