Até o momento, temos 11.040 vias cadastradas em 1.893 locais de 453 cidades de 24 estados brasileiros, sendo 5.081 vias de Esportiva, 5.068 vias de escalada Tradicional Clássica, 662 vias de Bouldering, 78 vias de Artificial, 68 vias de Big Wall, 61 vias de Tradicional Esportiva, 9 vias de Psicobloc, 8 vias de Descida, 4 vias de Esportiva de Exposição e 1 via de Highball Bouldering.
Vítima principal: Inácio Bianchi.
Inácio Bianchi (14/01/1965 – 29/04/2021), professor de Engenharia Elétrica na Unesp/Guaratinguetá e colaborador/editor regional do site Escaladas.com.br, realizava procedimento de limpeza de uma via de escalada na Falésia Perequê (atual Falésia Inácio Bianchi), divisa com MG, em Cruzeiro/SP, quando sofreu uma queda de aproximadamente 10 metros durante a descida de rapel (estava "limpando" a via).
De acordo com escaladores que estavam próximos na hora do acidente, Inácio Bianchi, que era um escalador experiente, armou o rapel, mas não conferiu se a corda estava exatamente na metade, de modo que as duas pontas chegassem até o chão. Como a falésia não era muito alta, ele não fez nós na ponta da corda, que poderiam ter evitado o acidente. Durante a descida, ao chegar até a ponta da corda que estava mais curta, a corda teria escapado do freio, levando a uma queda do escalador de cerca de 10 metros. Inácio Bianchi usava capacete no momento do acidente. Foi resgatado com vida pelo helicóptero Águia do Corpo de Bombeiros. Os médicos da aeronave tentaram reanimá-lo, mas ele não resistiu e veio a óbito ainda na ambulância a caminho do hospital. A falésia foi posteriormente renomeada em sua homenagem.
Organização do grupo: Sozinho. Idade/Sexo/Faixa etária: 56 / Masculino / Adulto (56-65 anos). Tipo de lesão: Fatalidade. Tipo de resgate: Helicóptero Águia (CBMERJ) e remoção terrestre.
Fonte(s): Cláudio Medeiros.
https://gooutside.com.br/morre-inacio-bianchi-um-dos-conquistadores-da-falesia-paraiso/
Sugestões de Prevenção
Ao realizar rapel, especialmente durante a conquista, limpeza ou manutenção de uma via, é fundamental conferir cuidadosamente a montagem do sistema antes de iniciar a descida. A corda deve estar posicionada de modo que as duas pontas alcancem o solo ou outro ponto seguro, e essa condição deve ser verificada visualmente sempre que possível. Além disso, recomenda-se fazer nós de bloqueio nas duas extremidades da corda, mesmo quando aparentemente há comprimento suficiente para alcançar o chão, pois esses nós constituem uma barreira adicional contra a passagem acidental das pontas pelo dispositivo de frenagem. Antes de iniciar o rapel, também é importante realizar uma checagem completa do sistema — ancoragem, conexão do freio à cadeirinha, passagem correta da corda pelo dispositivo e extremidades da corda — e, quando houver outra pessoa no local, solicitar uma conferência cruzada. Em atividades de limpeza de vias, nas quais o escalador pode estar concentrado em outros aspectos do trabalho e realizar múltiplos rapéis, essa verificação deve ser tratada como um procedimento obrigatório, independentemente de sua experiência. Nunca se deve considerar a curta altura da falésia como justificativa para dispensar os nós nas extremidades da corda ou outras medidas de segurança.
Anexo
Foto: Cláudio Medeiros
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