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Até o momento, temos 11.040 vias cadastradas em 1.893 locais de 453 cidades de 24 estados brasileiros, sendo 5.081 vias de Esportiva, 5.068 vias de escalada Tradicional Clássica, 662 vias de Bouldering, 78 vias de Artificial, 68 vias de Big Wall, 61 vias de Tradicional Esportiva, 9 vias de Psicobloc, 8 vias de Descida, 4 vias de Esportiva de Exposição e 1 via de Highball Bouldering.

Gruta do Baú

Data Ocorrência — 17/03/2024
Escalada Pedro Leopoldo — Minas Gerais Subindo

Local do Acidente

Gruta do Baú
Pedro Leopoldo
Minas Gerais

Contexto da Atividade

Escalada
Subindo
Rocha
Sol

Causas e Fatores Contribuintes

Comportamento de risco / imprudência
Sim
Sem capacete

Envolvidos

1
Adulto jovem (18–25 anos)
Feminino
Grupo grande
Parcial
Nao
Iniciante (<1 ano)

Consequências

Sim
Sim
Fratura hemorragia_interna Outro

Resposta e Resgate

Sim
Helicóptero
40 min
55.0 km
Sim
Celular sem sinal

Relato Detalhado

Escaladora X, iniciante, ao final de uma sessão de mais de seis horas de escalada, encontrava-se extremamente confiante em um ambiente cheio e barulhento. Sem fazer o uso de capacete e guiando uma via em seu grau limite de dificuldade, ela chegou até o crux da rota, momento em que seu corpo começou a dar sinais de exaustão. A Escaladora X avisou duas vezes que iria sofrer uma queda (vacar). No entanto, por falta de atenção ao posicionamento da corda em relação às suas pernas, a corda acabou virando-a de ponta-cabeça durante o pêndulo da queda. Ela bateu a cabeça na rocha, desmaiou imediatamente e permaneceu inconsciente até ser descida pela sua dupla de segurança. Logo após a descida, o Bombeiro B e o Socorrista C, que estavam no local em outro grupo de escaladores, iniciaram os primeiros socorros. Simultaneamente, 2 amigos da vítima correram até a entrada do setor para acionar o serviço de emergência externo e buscaram uma maca rígida para transportá-la até uma área que permitisse o acesso das equipes de salvamento. Nesse intervalo, o Bombeiro B e o Socorrista C conseguiram reanimar a Escaladora X e a mantiveram acordada até a chegada do resgate terrestre. A equipe médica de solo avaliou a gravidade da situação e constatou a necessidade de evacuação aeromédica. O helicóptero de resgate chegou cerca de 40 minutos depois, realizando a extração por via aérea. No acidente, a Escaladora X sofreu um traumatismo cranioencefálico (TCE), otorragia (sangramento pelo ouvido) e ruptura timpânica, que resultou em perda auditiva imediata. Ela permaneceu internada por 11 dias e apresentou uma excelente evolução clínica, restando inicialmente as seguintes sequelas temporárias (já revertidas ou em processo de recuperação): perda temporária de audição, recuperada gradualmente; vertigem temporária, decorrente de trauma no sistema vestibular (labirinto). Após o ocorrido e com a devida aplicação de todos os protocolos de segurança, a Escaladora X continua escalando.

Sugestões de Prevenção

1 - Utilizar o capacete de escalada de forma inegociável em qualquer graduação ou modalidade (via esportiva, tradicional, guiada ou top), independentemente da dificuldade da via. 2 - Reconhecer os sinais corporais de fadiga. Evitar guiar vias no limite físico e técnico (grau limite) ao final de sessões longas de atividade. 3 - Sempre que houver um sentimento de extrema confiança ou euforia, forçar uma pausa deliberada para revisar o checklist de segurança (nós, equipamentos, condicionamento corporal, posicionamento de corda, ambiente). 4 - Em setores de escalada cheios e barulhentos, redobrar a atenção para qualquer um dos aspectos mencionados. 5 - Praticar e instruir escaladores sobre a correta projeção do corpo e o monitoramento constante da corda durante a escalada guiada (nunca deixar a corda passar por trás da perna) para garantir quedas limpas e seguras.

Este relato foi publicado de forma anônima em conformidade com a LGPD (Lei nº 13.709/2018). Os dados de contato do relator não são divulgados.