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Pedra da Gávea  

Data Ocorrência — 01/01/1993
Trekking / Montanhismo Fatalidade Rio de Janeiro — Rio de Janeiro Descendo

Local do Acidente

Pedra da Gávea
Rio de Janeiro
Rio de Janeiro

Contexto da Atividade

Trekking / Montanhismo
Descendo
Rocha

Causas e Fatores Contribuintes

Falha de equipamento
Sim
Sem capacete Equip. inadequado Segurança inadequada Habilidades excedidas

Envolvidos

1
Adulto jovem (18–25 anos)
Masculino
Parcial
Nao
Iniciante (<1 ano)

Consequências

Não
Sim
Fatalidade

Resposta e Resgate

Sim
Outro
720 min

Relato Detalhado

Morreu rapaz de 24 anos quando tentava descer a trilha pela Chaminé Ungar, há muitos anos considerada perigosa e desativada. Segundo a imprensa, uma corda de sisal teria se rompido com o peso do rapaz, que caiu cerca de 30 metros e só recebeu auxílio 12 horas depois. Fonte: Esporte e Natureza - ago/1993

Sugestões de Prevenção

A principal medida preventiva seria não tentar descer pela Chaminé Ungar, especialmente por se tratar de um trecho há muito tempo considerado perigoso e desativado e de uma pessoa sem experiência em escalada ou técnicas de montanhismo. O fato de o grupo ter levado uma corda de sisal não tornava a passagem segura: para que uma corda possa ser utilizada em uma descida vertical, é necessário conhecer sua resistência, estado de conservação, forma correta de instalação, pontos de ancoragem e técnica adequada de descida. Uma corda destinada a amarrações ou atividades gerais não deve ser presumida como equipamento de segurança para suportar uma queda ou o peso de uma pessoa. Também seria fundamental reconhecer os próprios limites. Uma pessoa que não domina técnicas de escalada não deveria improvisar uma descida vertical simplesmente porque dispõe de uma corda. A presença de uma corda pode criar uma falsa sensação de segurança, quando, na realidade, todo o sistema — corda, ancoragem, proteção contra atrito e método de descida — precisa ser dimensionado e utilizado corretamente. No caso descrito, a ruptura da corda sob o peso do rapaz demonstra o risco de utilizar um material sem garantia de resistência e sem um sistema técnico de segurança. A prevenção, portanto, deveria começar pelo planejamento da atividade, evitando a Chaminé Ungar e escolhendo uma rota compatível com a experiência dos participantes. Se, durante a atividade, fosse encontrada uma passagem que exigisse técnicas verticais, a conduta mais segura seria não improvisar e retornar, buscando uma alternativa conhecida e adequada. Além disso, em uma região remota, seria importante informar previamente o itinerário e o horário previsto de retorno, levar meios de comunicação e evitar que uma eventual queda ou acidente resulte em muitas horas sem atendimento, como ocorreu nesse caso.

Este relato foi publicado de forma anônima em conformidade com a LGPD (Lei nº 13.709/2018). Os dados de contato do relator não são divulgados.