Até o momento, temos 11.040 vias cadastradas em 1.893 locais de 453 cidades de 24 estados brasileiros, sendo 5.081 vias de Esportiva, 5.068 vias de escalada Tradicional Clássica, 662 vias de Bouldering, 78 vias de Artificial, 68 vias de Big Wall, 61 vias de Tradicional Esportiva, 9 vias de Psicobloc, 8 vias de Descida, 4 vias de Esportiva de Exposição e 1 via de Highball Bouldering.
Descrição: Em setembro de 2024, meus parceiros Valdesir Machado, Willian Lacerda, Daniel Amorim e Javier Franco e eu pegamos a estrada de Curitiba, no Paraná, percorrendo 1500 km até chegar à Pedra do Cabrito, na cidade de Castelo, Espírito Santo. Já tínhamos estado na região em outras duas ocasiões, abrindo vias incríveis na montanha à esquerda, chamada Pedra do Fio. O lugar é repleto de enormes paredes de granito e pouquíssimas vias.
Ao chegarmos lá, ficamos em um refúgio que recebe praticantes de base jumping do mundo todo; dizem que é o melhor lugar do Brasil para praticar o esporte. No dia seguinte, mais descansados, fomos ver de perto a parede que queríamos escalar. Montamos um acampamento, ao qual conseguimos chegar de carro, e abrimos uma trilha até a base da parede, que nos levou 20 minutos a pé. Nesse mesmo dia, começamos o transporte do equipamento e a abertura da via que escolhemos em uma bela laje.
Durante mais 3 dias, escalamos um belo diedro bem marcado na parede, com boas fendas, o que facilitou o processo, apesar de algumas partes estarem cobertas de terra e ervas daninhas. No último dia, conseguimos superar dois grandes tetos com fendas largas (offwidth). Depois, voltamos ao refúgio e passamos uma noite lá para tomar banho e descansar um pouco. Como era setembro e tínhamos passado por uma onda de calor, todos os dias as temperaturas ultrapassavam os 35°C, o que nos deixava muito exaustos. Cervejas e pizzas recarregaram nossas energias.
Após o descanso, retornamos à parede com plataformas suspensas e água para 4 noites. Montamos nosso acampamento avançado a cerca de 500 metros de altitude, em um platô levemente inclinado, e começamos a subir, mas no início a parede se tornou mais vertical e lisa, sem possibilidade de escalada livre, onde usamos negocin por 70 metros. Mais acima, pegamos outro bom diedro que nos levou à rampa final. No oitavo dia de escalada, conseguimos chegar ao topo da parede, completando 910 metros de via aberta. Que montanha incrível e exigente! E tudo é belíssimo, sempre com pássaros diferentes, como tucanos, e muitas flores na floresta no topo da montanha. Um ambiente verdadeiramente deslumbrante! Fizemos rapel em tudo e, à noite, tomamos um banho bem merecido no refúgio e uma cerveja gelada para comemorar a conquista!
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