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Até o momento, temos 11.041 vias cadastradas em 1.893 locais de 453 cidades de 24 estados brasileiros, sendo 5.081 vias de Esportiva, 5.069 vias de escalada Tradicional Clássica, 662 vias de Bouldering, 78 vias de Artificial, 68 vias de Big Wall, 61 vias de Tradicional Esportiva, 9 vias de Psicobloc, 8 vias de Descida, 4 vias de Esportiva de Exposição e 1 via de Highball Bouldering.

Dados da Via Espírito Santo > Castelo > Pontuda de Arapoca > BICUDA BITELA

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Naoki Arima na Nona enfiada, a enfiada mais bonita e continua da via. Foto: Caio "Afeto".
BICUDA BITELA
Croqui elaborado por Naoki Arima.


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4º VIsup D3 E3
Cadastrada por: Luciano Bender, em 16-07-2019 às 17:37
Modalidade: Tradicional Clássica
Tipo de via: principal
Face: norte
Tipo de escalada predominante: agarras e aderência
Extensão: 917 metros
Descrição: Considerada a maior via em livre do Espírito Santo, é dividida em duas partes bem claras: até a P8 e da P8 até o cume. A primeira parte é bem tranquila, com bastantes agarras; já a segunda parte carece de agarras, com bons trechos de aderência. Os trechos mais difíceis estão na nona e décima segunda enfiada com lances que chegam a VI grau.

A via fica com a face voltada para o norte, com sol o dia inteiro. Por isso, a melhor estratégia é escalar no inverno, entrando cedo na via. Considere aproximadamente 8h de escalada, mais 4h de rapel.


1ª enfiada – O início da via está marcado com um pequeno totem de pedra, uma vez que é difícil visualizar a primeira proteção do chão. A enfiada segue praticamente em linha reta até a P1, que está a 60m da base.
2ª enfiada – A segunda enfiada segue praticamente reto para cima, com bons lances em agarras. Essa enfiada estica uma corda de 60m no talo. Use costuras longas!
3ª enfiada – Outra enfiada que consome uma corda cheia. No meio da enfiada há um esticão um pouco exposto (conhecido como o lance do "eu vou morrer") para dominar um platô descaído. A parada está à direita na base de um pequeno buraco.
4ª enfiada – A via sai à esquerda em diagonal, buscando outro platô com buraco. Escalada tranquila e bem protegida.
5ª enfiada – Sai novamente à esquerda em leve diagonal para buscar a P5.
6ª enfiada – Enfiada reta sem grandes mistérios.
7ª enfiada – Enfiada reta em agarras. Escalada bem agradável.
8ª enfiada – Enfiada em diagonal e depois em travessia à esquerda, para buscar um platô de mato.
9ª enfiada – Enfiada crux da via. A via segue em travessia à esquerda, descendo um pouco, até buscar um diedro cego, e depois passa para duas fendas sucessivas (protegidas em móvel) até ganhar um platô. Depois, a via segue reto por dentro de uma calha d'água até a parada. No meio da calha há uma chapa que está fora da via.
10ª enfiada – A enfiada começa em aderência e logo depois volta para calha novamente até ela ficar mais rasa. Parada num pequeno tufo de mato.
11ª enfiada – Enfiada em diagonal à esquerda com belos lances em aderência. Usar muitas fitas longas para minimizar o arrasto.
12ª enfiada – A via sobe pelo lado direito e, depois, segue em travessia à esquerda até encontrar um dique. No dique, a via segue para cima passando por uma sequência bem técnica e bem protegida. Depois, a via segue em travessia à direita para ganhar um platô com vegetação.
13ª enfiada – A enfiada começa por uma oposição e depois segue em travessia à direta até a parada que está dentro de uma espécie de buraco.
14ª enfiada – A via sai à direita até uma fenda onde cabe um Camalot #.75-#1. Logo acima, há outra chapa e depois sobe por uma calha d'água até a parada. 40m.
15ª enfiada – A via sai à direita até encontrar uma chapeleta, logo depois sai para esquerda para entrar na mata. Suba pela mata pelo lado esquerdo até uma área mais aberta.
16ª enfiada – O início da enfiada fica no ponto mais alto à esquerda do grande platô. Um pequeno totem de pedra ajuda marcar o início da enfiada. A enfiada segue em diagonal por um corredor entre as bromélias. No meio da enfiada, há uma chapa que ajuda na orientação. Mais adiante é possível ver um coqueiro bem evidente acima. Siga em direção ao coqueiro. A parada está a uns 10m abaixo no limite da rocha com a vegetação. O livro de cume está na base deste coqueiro. Para acessar o "cume", siga contornando a pedra para esquerda.

Descida:

Da P16 descer até a P15 ; descer o trecho do platô caminhando até a borda e descer até a P14 fazendo um rapel curto; da P14, descer até a P13 e da P13 descer reto até uma parada que está fora da via; a partir dessa parada descer mais 60m até a P10. Da P10 até a base são mais 10 rapeis de parada em parada.
Fonte: https://naokiarima.com.br/bicuda-bitela-a-conquista-da-maior-via-em-livre-do-espirito-santo/
Data da conquista: 22/04/2018

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