Escaladas.com.br

Até o momento, temos 8.683 vias cadastradas em 1604 locais de 402 cidades de 24 estados brasileiros.

Dados da Via Espírito Santo > Castelo > Pontuda de Arapoca > Bicuda Bitela

Ampliar imagem Bicuda Bitela
Ampliar imagem Bicuda Bitela
Naoki Arima na Nona enfiada, a enfiada mais bonita e continua da via. Foto: Caio "Afeto".
Bicuda Bitela
Croqui elaborado por Naoki Arima.


Ver croqui no tamanho original

Imprimir croqui
Bicuda Bitela Imprimir informações da via
4º VIsup D3 E3
Cadastrada por: Luciano Bender, em 16-07-2019 às 17:37
Modalidade: tradicional
Tipo de via: principal
Face: norte
Tipo de escalada predominante: agarras e aderência
Extensão: 917 metros
Descrição: Considerada a maior via em livre do Espírito Santo, é dividida em duas partes bem claras: até a P8 e da P8 até o cume. A primeira parte é bem tranquila, com bastantes agarras; já a segunda parte carece de agarras, com bons trechos de aderência. Os trechos mais difíceis estão na nona e décima segunda enfiada com lances que chegam a VI grau.

A via fica com a face voltada para o norte, com sol o dia inteiro. Por isso, a melhor estratégia é escalar no inverno, entrando cedo na via. Considere aproximadamente 8h de escalada, mais 4h de rapel.


1ª enfiada – O início da via está marcado com um pequeno totem de pedra, uma vez que é difícil visualizar a primeira proteção do chão. A enfiada segue praticamente em linha reta até a P1, que está a 60m da base.
2ª enfiada – A segunda enfiada segue praticamente reto para cima, com bons lances em agarras. Essa enfiada estica uma corda de 60m no talo. Use costuras longas!
3ª enfiada – Outra enfiada que consome uma corda cheia. No meio da enfiada há um esticão um pouco exposto (conhecido como o lance do "eu vou morrer") para dominar um platô descaído. A parada está à direita na base de um pequeno buraco.
4ª enfiada – A via sai à esquerda em diagonal, buscando outro platô com buraco. Escalada tranquila e bem protegida.
5ª enfiada – Sai novamente à esquerda em leve diagonal para buscar a P5.
6ª enfiada – Enfiada reta sem grandes mistérios.
7ª enfiada – Enfiada reta em agarras. Escalada bem agradável.
8ª enfiada – Enfiada em diagonal e depois em travessia à esquerda, para buscar um platô de mato.
9ª enfiada – Enfiada crux da via. A via segue em travessia à esquerda, descendo um pouco, até buscar um diedro cego, e depois passa para duas fendas sucessivas (protegidas em móvel) até ganhar um platô. Depois, a via segue reto por dentro de uma calha d'água até a parada. No meio da calha há uma chapa que está fora da via.
10ª enfiada – A enfiada começa em aderência e logo depois volta para calha novamente até ela ficar mais rasa. Parada num pequeno tufo de mato.
11ª enfiada – Enfiada em diagonal à esquerda com belos lances em aderência. Usar muitas fitas longas para minimizar o arrasto.
12ª enfiada – A via sobe pelo lado direito e, depois, segue em travessia à esquerda até encontrar um dique. No dique, a via segue para cima passando por uma sequência bem técnica e bem protegida. Depois, a via segue em travessia à direita para ganhar um platô com vegetação.
13ª enfiada – A enfiada começa por uma oposição e depois segue em travessia à direta até a parada que está dentro de uma espécie de buraco.
14ª enfiada – A via sai à direita até uma fenda onde cabe um Camalot #.75-#1. Logo acima, há outra chapa e depois sobe por uma calha d'água até a parada. 40m.
15ª enfiada – A via sai à direita até encontrar uma chapeleta, logo depois sai para esquerda para entrar na mata. Suba pela mata pelo lado esquerdo até uma área mais aberta.
16ª enfiada – O início da enfiada fica no ponto mais alto à esquerda do grande platô. Um pequeno totem de pedra ajuda marcar o início da enfiada. A enfiada segue em diagonal por um corredor entre as bromélias. No meio da enfiada, há uma chapa que ajuda na orientação. Mais adiante é possível ver um coqueiro bem evidente acima. Siga em direção ao coqueiro. A parada está a uns 10m abaixo no limite da rocha com a vegetação. O livro de cume está na base deste coqueiro. Para acessar o "cume", siga contornando a pedra para esquerda.

Descida:

Da P16 descer até a P15 ; descer o trecho do platô caminhando até a borda e descer até a P14 fazendo um rapel curto; da P14, descer até a P13 e da P13 descer reto até uma parada que está fora da via; a partir dessa parada descer mais 60m até a P10. Da P10 até a base são mais 10 rapeis de parada em parada.
Fonte: https://naokiarima.com.br/bicuda-bitela-a-conquista-da-maior-via-em-livre-do-espirito-santo/
Data da conquista: 22/04/2018
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Encontrou algo errado? Clique aqui