Até o momento, temos 10.592 vias cadastradas em 1.847 locais de 445 cidades de 24 estados brasileiros, sendo 4.903 vias Tradicional Clássica, 4.858 vias Esportiva, 659 vias Bouldering, 65 vias Big Wall, 8 vias Via de descida, 71 vias Artificial, 9 vias Psicobloc e 19 vias Tradicional Esportiva.
Luciano Bender guiando o perigoso trecho inicial, com proteções à época bastante podres, durante repetição em 1996. Foto: Adriano Fiorini
Luciano Bender abaixo do cabo de aço (à época preso por apenas 2 filamentos) que foi usado como "corda" para se "prussikar", durante a repetição de 1996. Pela imagem, é possível notar a sequência de estribos de ferro.
Descrição: Localizada na face voltada para o colo entre a Agulha e a Pedra Mãe, trata-se da via de conquista da Agulha do Itacolomi. Originalmente, começava por uma chaminé, que pode eventualmente estar molhada. Em 1988, quando da repetição de Felipe Alvarenga, Mario Arnaud e Santa Cruz, foi conquistada uma variante, em fendas (na parede da Pedra Mãe), à direita da chaminé, que facilita bastante a transposição do trecho inicial. Este trecho tem um pouco menos de 50 metros de extensão. Vencido este trecho, há um pequeno trajeto em vegetação arbustiva (talvez mais uns 50 metros), em direção ao colo formado pela Agulha e a Pedra Mãe. Chegando ao colo, deste ponto para cima, a escalada se faz propriamente pelo paredão da Agulha, com cerca de 100 metros de extensão.
"Foram enfileirados 95 estribos que, vistos de baixo, dão a impressão de um verdeiro 'fecho-eclair', cosendo a própria Agulha. Um cabo de aço de 5/8" foi estendido junto aos estribos, além de outro de 1/4" que servia de 'corda de segurança', impulsionada por um guincho manual. Para prevenir a destruição do trabalho feito, instalaram um 'fio terra' ligado à extremidade inferior daquela extensa cordalha de aço. Todo esse material, verdadeira obra de engenharia, devia pesar de 300 a 350kg. Grande parte se perdeu com a ação do tempo. É muito interessante observar que naquela época ja havia a discussão sobre a utilização ou não de meios artificiais na conquista de uma via, conforme texto da época: “A conquista da montanha dependia de se seguir uma das tendências ou diretrizes montanhistas - adotar esses métodos ou abandonar o objetivo visado. A proposição vencedora foi de usar esses métodos artificiais, uma vez que o cume não podia ser alcançado somente pela adoção dos recursos naturais, o que seria mais interessante, evitando dar ao esporte uma feição de obra de engenharia.” (texto extraído do boletim de Centro Excursionista Brasileiro de agosto de 1948, com adaptação de Mario Senna, disponível no site do Centro Excursionista Guanabara, em http://www.guanabara.org.br/bol_antigos/boletins/boletim-200009.htm)
Muitos dos referidos estribos e o próprio cabo de aço já não existem mais, em função da degradação do tempo, tendo a ferragem sido removida ao longo das pouquíssimas repetições.
Ao final do paredão, há um trecho com vegetação e, depois, uma espécie de canaleta, à direita, que leva ao cume.
Obs: a trilha de acesso tem duração média de 3 horas.
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