Até o momento, temos 11.040 vias cadastradas em 1.893 locais de 453 cidades de 24 estados brasileiros, sendo 5.081 vias de Esportiva, 5.068 vias de escalada Tradicional Clássica, 662 vias de Bouldering, 78 vias de Artificial, 68 vias de Big Wall, 61 vias de Tradicional Esportiva, 9 vias de Psicobloc, 8 vias de Descida, 4 vias de Esportiva de Exposição e 1 via de Highball Bouldering.
Descrição: Via com 2 enfiadas, em proteção mista - parada P1 mista com 1 chapeleta, parada P2 com duas proteções rapeláveis.
A trilha para chegar à via é do Setor Babel, uns 50 metros antes da bifurcação onde se pode deixar o carro. Ao entrar na trilha, siga uma cerca de arame que vai subindo em direção às paredes. Na base das primeiras pedras, siga costeando para a direita por uns 100m até a entrada de um córrego seco. Ali já se avistam as paredes grandes à direita. Vá costeando pela esquerda das paredes, passando perto das bases das vias "Acupuntura", "Anaconda" e "Fenda de Babel". Dali, uma travessia à esquerda pelo mato (40m) até chegar ao bloco de rocha onde se encontra a via Rampinha. Siga costeando a base da pedra e suba por um trepa-mato até a base do início da fenda.
1ª enfiada: segue por uns 27m em travessia usando as peças maiores para proteger. Chega a passar por dentro da fenda, quase uma chaminé, para proteger nuns blocos soltos. Seguindo, encontrará uma chapeleta PinGo onde se poderá montar a parada equalizada com um Friend # 3 no teto e uma fita longa.
2ª enfiada: mais 25m em travessia, agora com a fenda mais definida e estreita. Dá para proteger melhor e seguir contemplando a escalada de aderência até chegar à parada dupla do final da via, com uma PinGo e outra chapeleta com malha e corrente.
Descida: rapel de 25m reto passando ao lado de algumas proteções do início da via "Rampinha".
Histórico da conquista, por Juliano Perozzo:
"Ainda no tempo da conquista da Rampinha (2016), havia subido a trilha até a saída da via e ficado com o desejo fazer esta travessia, realizada entre as 15h e as 19h em 29 de fevereiro de 2020, com a parceria do amigo e escalador Maikon Vieira. A trilha é íngreme e as mochilas da conquista pesadas, levamos 30 minutos ou mais para chegar na base da via. O Maikon ficou na sombra fazendo a segurança na primeira enfiada de corda e dando apoio na logística através da corda retinida. Na entrada da fenda foram as duas maiores peças. Logo estava dentro da chaminé horizontal para proteger junto a uns blocos soltos, os dois dentes da boca do monstro (ver foto). Ali dentro, uma viscosidade diferente na rocha, aveludada, escorregadia, esbranquiçada, com uma poeira de mil anos e um cheiro incomum. Fiquei ali somente o tempo suficiente para proteger entre um “dente frouxo” e o beiço de cima da chaminé. A esta altura o sol estava torrando os pés e desescalei até um platô atrás de uma micro sombra para os pés. Aproveitei para rebocar os materiais de furação pois definimos a parada para uns dez metros adiante, onde cheguei facilmente. Uma chapa pingo equalizada com um friend 3 num platô agradável. A segunda enfiada de corda foi um pouco mais rápida, o sol mais ameno, fenda mais estreita onde cabiam várias peças, um pouco de aderência e logo se chega ao lado de bloco suspeito, com som de oco, onde montamos a parada dupla. Platô confortável, visual fantástico e rapel tranquilo, bem retinho. A trilha de descida continuou forte, o peso pouco mudou, mas a sensação era agradável, talvez a tal da endorfina. Utilizei rack de 9 friends de #0,75 a camalot #4, excentrics #9 ao 11, jogo de nuts, costuras."
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